sábado, 15 de dezembro de 2012

Amor (impossível) de novela?

Há quase onze anos atrás, me envolvi num mundo de amizade, companheirismo, adrenalina e perigo, um mundo proibido, de acordo com as leis e a política da boa vizinhança. Nada foi premeditado, as coisas foram acontecendo ao ponto de não perceber o quanto estava envolvida. Eu sempre buscava ver a situação como uma grande brincadeira, que acabaria logo, afinal, aquele não era o futuro que queria pra mim, na minha cabeça racional era algo passageiro do qual eu tinha total controle. Me enganei.
Fugi, sim, fugi, mudei toda a minha rotina, abandonei meus sonhos e fugi, me retirei de corpo presente, mas não me dei conta que esse mesmo corpo tem uma memória infinita, que se recusa a esquecer certas coisas.
De longe, eu lutava contra mim mesma entre lágrimas e novas aventuras, afim de apagar sensações anteriores, mas hoje vejo que foi tudo em vão. 
Revivi fisicamente a tão tentadora sensação algumas vezes, até o dia em que percebi que aquilo era pouco e que não teria nada além daquilo, então resolvi tentar esquecer mais uma vez, dei um basta, fui pessoalmente olhar no olho da outra parte e dizer que estava abrindo meu coração para outra pessoa, e o mesmo não fez nada, absolutamente nada, então tive a certeza de que nada mudaria, mais uma vez a decisão era só minha.
Cheguei a ser acusada de negligente, por não ter dito o que realmente sentia. Mas tenho meu alibi, eu não sabia que sentia tudo isso e também não aceitava ser refém dessa contravenção.
Errei sem saber, mas tentei mais uma vez e fui desprezada, não que eu não soubesse que isso aconteceria, e essa é a pior parte do 'amor'.
Segui em frente, assumi um compromisso, pensei ter matado todos os sentimentos anteriores quando dei abertura para um novo, mas mais uma vez me enganei, meu novo relacionamento não deu certo, por culpa de ambos, e só hoje, depois de pensar muito, percebo que não consegui me entregar completamente, porque algo me prendia e eu nunca quis ver.
Novamente dei minha cara a tapa, procurei, procurei e consegui contato novamente, estive com a outra parte, e com esse meu jeito 'mansinho', gritei, reclamei, esbravejei em prol desse sentimento e contra as circunstâncias, verbalmente, fiz mais uma vez tudo que pude.
Nos encontramos numa sintonia, que negava a passagem dos anos, tudo fluía numa sintonia capaz de apagar o mundo em volta e manter somente a nossa existência, vivi sensações que não experimentei novamente ao longo de todos esses anos e foi aí que me surgiu os questionamentos que me trouxeram a esse texto.

Eu amei? 
Será que a outra parte foi o amor da minha vida?
Será que estou fadada a viver um amor impossível desses de novela?
Será possível um amor mal resolvido atravancar todos os caminhos ao longo de uma vida?


Já pensei em mil possibilidades, e já me deparei diante de novos medos e ainda hoje não sei se saberia enfrentar um sentimento como esse, mas o fato de não ter podido vivê-lo plenamente me aguça uma curiosidade sem fim.

E onde fica a outra parte nessa história toda?
Parei de questionar suas decisões, mas hoje faço diferente de outrora, toda vez que percebo a influência do que vivemos sendo refletida nos meus dias atuais, dou um jeito dele saber o que estou sentindo, afinal, é de uma história que vivemos que estou falando, e me recordo dela com profundo carinho.

Confesso que não vivo confortável com a situação de arrastar correntes ao longo da minha estrada e preciso dar um rumo a esse capítulo da minha história, seja qual for o fim dele.


Ufa! 
É isso...
 



domingo, 25 de novembro de 2012

????

...acabo de descobrir que a casualidade não me atrai tanto como outrora. Não sei dizer se é a idade, ou o balanço de experiências que já vivi. Tendo estado dos dois lados da situação, posso dizer que hoje mais do que nunca, a casualidade sem a devida bagagem, está longe de fazer parte do meu dia-a-dia.

Sou movida a retorno, a envolvimento, à admiração, e quando isso não se faz presente, meu corpo não responde como deveria, não responde em seus 100%, deixando posteriormente um vazio, que não chega a ser arrependimento, mas soa como perca de tempo, não tendo nada a acrescentar.

Seria isso a perda da 'liberdade'? 
Estou sendo refém de sentimentos novos, que ainda não admito apreciar?

O certo é que, liberdade mal administrada, gera desconfortos evitáveis e perca de tempo irreversível.

É como cravar uma pedra oca no muro da descrição da minha história...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Vamos revitalizar isso aqui? Vixe...rs!


Então né,

Resolvi voltar a escrever, primeiro porque faço isso há anos, e me ajuda a me encontrar, apesar de pensar demais, tenho uma péssima memória e segundo porque tem muita coisa acontecendo e preciso descarregar, não ando cabendo em mim, e economizo no profissional da psicanálise, rs!

No momento continuo a mãe mais babona do mundo, artesã ocupadíssima (graças a Deus), estudante de Biologia, secretária do mestrado, treinando muay thai e solteira. Isso mesmo, já fazem seis meses que fechei esse ciclo em minha vida e bola pra frente.

Vou continuar falando do que gosto, afinal, esse é meu diário virtual e nele falo do que eu quiser. Portanto, por aqui teremos moda, artesanato, sustentabilidade, humor ácido, devaneios e luta por valores, deixando claro que cada um tem os seus.

Da correria do dia-a-dia vou falar muuuuito, afinal esse é o meu vício, sou uma workaholic assumida e não consigo ficar parada, estou sempre envolvida em algo. E como não tenho condições de gerenciar mais um blog, de vez em quando postarei por aqui, peças do Fina Flor Ateliê, tendo a maioria das postagens na fan page do Facebook, passem lá pra dar uma olhadinha.

Enfim, acho que é isso...


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Hj no ônibus...

O título desse post deveria ser até uma tag fixa pq, pego ônibus todos os dias com minha filha e vejo cada cooooisa. Outro dia paro para falar dessas coisas todas, as que aconteceram antes desse post.

Mas o que me trouxe aqui foi o acontecimento de hoje.

Entramos pela porta do fundo como de costume, e o bus estava lotado. Ninguém se levantou para que eu pudesse me sentar com minha filha, aí vi que todos já haviam entrado no ônibus, e o motorista continuava parado, de repente ele olhou pra trás e largou a bronca: Gente, tem como alguém ceder o lugar pra moça que está com a criança?
Imaginem a cena, o buzu inteiro olhou pra mim, e claro, um célebre rapaz se levantou e me deu o lugar, só assim o motorista saiu com o ônibus.

Gostaria de parabenizar a ação desse motorista, pq são poucos os que agem assim hoje em dia. 
E gostaria tb de expor minha suspresa ao entrar no ônibus e não encontrar quem cedesse a vaga pra mim. Tenho o costume de fazer isso por qualquer pessoa, em qualquer lugar, por isso acho tão natural que tal
ação aconteça, e qndo não ocorre é de surpreender-se, pois num momento tão informativo em que vivemos, tem coisas que ainda precisam de um puxão de orelhas...


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Olá,

Esse blog não é novo, rs, ele tem 04 anos, e nele já escrevi de tudo, e já passei tb, um bom tempo sem escrever nada. De uns dias pra cá, senti vontade de voltar a escrever, então fiz uma limpeza geral, e vamos começar do zero.

Tema? O blog não tem.
Como diz o próprio título, meu jeito é que vai nortear as postagens.
Pra quem estiver chegando agora, posso dizer que, sou uma mãe coruja, artesã, estudante de Ciências Biológicas e aspirante a Designer de Moda.

Gosto de falar do dia-a-dia, das coisas que acontecem comigo, e que se paro pra contar, muita gente não acredita, rs. Não sou nada linear apesar de perfeccionista em muitas coisas. Vou resolvendo as coisas de acordo com que elas surgem, é assim que começo meu dia.

Acho que é isso, vamos ver no que vai dar...